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  • Daniela Milagres

UM DIA COM ELEFANTES NA TAILÂNDIA


Quando montamos o roteiro para nossa viagem à Tailândia, concluímos por 03 bases principais:

Bangkok, por ser a capital do país, incansável, louca e apaixonante; Chiang Mai, por ser montanhosa, cheia de passeios ligados ao ecoturismo, santuários de animais, tribos e ter sua alma intimista e acolhedora; e, por fim, as Ilhas, porque também queríamos praias de areias brancas e águas de azul infinito nesta viagem.

A Tailândia se apresentou para nós como uma grata surpresa. Em tudo, absolutamente T-U-D-O, superou nossas expectativas, seja na espiritualidade onipresente, na estrutura para o turismo, no sorriso aberto de seu povo, na culinária exótica ou nas paisagens de calar a voz.

É tanto para falar que as lembranças se embaralham. Mas é preciso começar por algum lugar. Então, começaremos por eles: Os grandes corações, os elefantes, na cidade de Chiang Mai.

Mas antes...é preciso dizer:

Sabemos que a Tailândia é um país que oferece aos turistas uma ampla opção de contato próximo com animais selvagens. Vemos nas ruas do país animais que mais parecem saídos do desenho Madagascar, passando de colo em colo. Vemos também pelas ruas pessoas andando nos dorsos dos elefantes, sobre uma cadeirinha de madeira, coberta por um guarda sol. Vemos macacos andando de bicicleta e usando chapéus. Nos mercados flutuantes assistimos homens enroscados em cobras imensas que oferecem fotos por alguns baths (moeda local).

Já lemos também matérias sobre casos chocantes e de infinita crueldade, como prostituição de Orangotangos e pompoarismo utilizando pássaros (Sim! Você não leu errado. É isso mesmo!) .

Então, claro que queremos estar perto dos animais. Mas tenhamos cuidado para não financiar maus tratos.

Pois bem. Pesquisando muito sobre o tema, encontramos alguns poucos lugares que nos pareceram legítimos resgates de elefantes. Os chamados santuários. Lá eles visam essencialmente resgatar animais maltratados (vindos geralmente de circos ou de exploradores madeireiros), reabilitá-los e, quando – e se – possível, devolvê-los a natureza.

Dois deles se destacaram para nós, sendo ambos na cidade de Chiang Mai.

O primeiro é o ELEPHANT NATURE PARK ( https://www.elephantnaturepark.org ) e o segundo PATARA ELEPHANT FARM ( www.pataraelephantfarm.com) . Optamos por conhecer o segundo e foi um dia maravilhoso.

PATARA ELEPHANT FARM

Com sete meses de antecedência fizemos a reserva por e-mail. O passeio é super concorrido e o número de pessoas limitado, exatamente para não estressar os animais e permitir um revezamento de dias entre os elefantes que lá se encontram.

O passeio deve ser reservado com, ao menos, 03 meses de antecedência, sempre por esse e-mail aqui: pataraelephantfarm@hotmail.com .

Para fazer a reserva não é preciso realizar nenhum pagamento. Pagamos o valor de 5.800,00 baths (equivalente a R$ 580,00, aproximadamente) por adulto. Sophia (com 1 ano e 7 meses) não pagou. O pagamento é realizado no final do dia e eles aceitam cartão de crédito, com um acréscimo de taxa.

Acredito que o Patara tenha sido o passeio mais caro que pagamos em toda a viagem. Mas, sinceramente, valeu cada bath investido.

No valor contratado está o transporte de ida e volta ao Patara e um CD com as fotos que eles tiram durante o dia, bem como água potável livre e um almoço tailandês simples, mas beeem gostoso (estilo picnic na cabana: frutas diversas, carne de porco e frango, arroz de jasmim e doces típicos servidos sobre folhas de bananeira).

​Normalmente eles mandam uma van com ar condicionado buscar os visitantes no hotel às 7h30 e os devolvem às 16h00.

O que levar?

Repelente, troca de roupa (inclusive para banho, porque ficamos imundos de terra e lama e porque entramos na água com os elefantes ), protetor solar, toalha de rosto e máquina fotográfica. Lá eles emprestam uma troca de roupas cheirosinha e estilosa para usarmos sobre a nossa. No dia em que fomos também garoou, e eles nos deram capas de chuva.

A nossa experiência foi o que eles chamam de “Owner for a day” e significa que durante um dia cada um de nós será responsável por cuidar de um elefante, devendo examiná-lo, alimentá-lo, limpá-lo, escová-lo e banhá-lo no rio, nesta ordem e sob a supervisão do pessoal do santuário. No dia em que fomos tinha 16 pessoas, separadas em 2 grupos de 8.

Os elefantes vivem em grupo e são claramente bem cuidados. Existem alguns filhotes, todos nascidos no próprio santuário, sem qualquer interferência ou estímulo humano.

Os filhotes estão sempre juntos de sua mãe e frequentemente mamando (uma graça!), Vinicius teve a sorte de ficar com a Mar Gew (29 anos), que é mãe de Aruw (2 anos), ou seja, ele ficou responsável por dois elefantes nesse dia.

Durante o passeio existe a possibilidade de montar diretamente no pescoço do elefante e sem as cadeiras - que são terrivelmente não ergonômicas e causam sérios machucados nos animais, método rechaçado pelo Patara. A montaria também é limitada e dura cerca de 30 minutos. Eu não quis (primeiro porque montaria no geral não faz muito a minha cabeça e depois porque estou grávida). Mas Sophia foi com o pai durante uma parte mais tranquila do percurso (ficou literalmente sobre a cabeça de Mar Gew) e o pai seguiu sozinho depois.

O percurso termina no rio, local onde somos responsáveis por banhar e escovar os elefantes. É muito bacana, eles adoram água, principalmente os filhotes, que brincam como crianças, mergulhando, dando piruetas e jogando água para todos os lados.

Aliás, sobre o comportamento e reação da Sophia, precisamos dizer que ela ficou impressionada nos primeiros minutos, mas logo depois os olhava e interagia com carinho, mas normalidade, como se fossem apenas mais um buldogue inglês (sim, nós temos um – Stallone). Sem medo, sem ansiedade. Foi super tranquilo, elas os observou, acariciou e os alimentou. Essa era uma preocupação: a reação dela.

De outro ponto, eles são indefinivelmente delicados. É inacreditável que animais de tamanho porte sejam tão minuciosos em cada detalhe e movimento. Em longas conversas antes do passeio, por telefone e e-mail, eles já tinham me garantido que os elefantes estavam acostumados com crianças pequenas e que o passeio era realizado por crianças, idosos e pessoas com problema de mobilidade. E sim, é verdade!

Claro que algumas regras de segurança precisam ser observadas, como, por exemplo, estar sempre a frente do elefante , para que ele possa nos ver e evitar acidentes. Da mesma sorte, não devemos correr ou gritar, para que eles não se assustem.

Do longo e maravilhoso dia, algumas lembranças infelizmente serão apagadas pelo tempo, claro. Mas outras ficarão aqui até o fim, tenho certeza: quando Mar Gew ( fêmea elefante de 29 anos super dócil, já falamos dela) me olhou no fundo dos olhos e encostou sua cabeça na minha, como quem pede e dá um carinho; Aruw (o filhote de 2 anos, também já falamos dele) e Sophia "brigando" por uma banana (ela adorou os elefantes, mas não a ponto de dividir os alimentos. hahaha) e o brilho nos olhos do Vi. Ele estava feliz. Muito! E com razão.

Foi um lindo dia.

(Segundo o Patara, 14 elefantes nasceram lá nos últimos 7 anos, sem qualquer registro de morte desde sua abertura e 08 de "seus" elefantes mostraram condições de reintrodução, sendo libertados ao seu habitat natural, de acordo com o programa www.elephantreintroduction.org ) .


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